A fumaça que não é Fumaça

Hoje nós vamos aprender a trabalhar com energia abstrata volátil, ou para quem desejar um termo mais simples podemos dizer apenas com  “fumaça”.

Comecemos criando uma nova imagem com tamanho sugerido de 1000×1000 pixel s, acredito que não preciso mencionar que você é livre para decidir qual é o tamanho mais  adequado para as suas necessidades.

Criada a nova imagem, vamos apresentar os caminhos que poderemos seguir para trabalhar com este conceito inapalpável mas extremamente maleável:

Então segundo a imagem acima nós temos quatro caminhos para escolher, cada um com milhares de destinos possíveis mesmo dentro de diretrizes similares, dependendo basicamente da sua imaginação, vamos a eles:

Nevoeiro:

Como o próprio nome diz esse é o efeito que tal filtro cria dentro da imagem depois de acionado

Clicando no recurso “Cor do Nevoeiro”, podemos facilmente escolher uma cor diferente da padrão do filtro através da nossa já conhecida paleta de cores:

O recurso “Opacidade” também é de fácil ajuste, bastando para tal utilizar a sua barra de valoração.

Nuvens de Diferença :

Este filtro combina a cor luz com a ausência de cor, de maneira que se possa produzir tons mistos. Não estranhe se por acaso houver uma brutal semelhança com outro filtro da mesma categoria.

O recurso denominado “Nova Semente” gera uma nova mistura utilizando as diretrizes básicas de intervenção deste filtro, para ativa-lo basta clicar sobre ele.

O recurso denominado “Randomizar” gera caminhos aleatórios dentro da semente gerada na abertura do filtro, sobrepondo isto a ação do recurso supracitado.

O recurso denominado “Turbulento” faz com que a mistura dos opostos se torne ainda mais áspera e desarmoniosa, é bem útil para criar tons mais ricos e expressivos se assim o trabalho pedir.

O recurso denominado “Lado a Lado Possível” alinha os tons concorrentes lado a lado. Para executar tal ação basta marcar sua caixa.

O recurso denominado “Detalhe” tem a sua serventia no nível de detalhamento da imagem, quanto menor for a sua valoração, mais detalhista a intervenção será.

As barras de controle de orientação tem a sua serventia na orientação da uniformização da distribuição de tons, sejam em forma dispersa *(nuvens ou fumaça) ou ainda em forma contínua *(linhas retas de tons mistos, como se pode ver na pré-visualização da interface abaixo). Sua forma de controle é muito simples:

X controla a orientação da intervenção horizontal, e Y a intervenção vertical.

Plasma:

Este se destina a criar uma nevoa com tons de cores diversas aleatórias, porém este aparente caos pode ser facilmente controlado e organizado de acordo com as nossas diretrizes, para isto vamos ver como funcionam os recursos deste filtro:

O recurso denominado “Semente Aleatória” define como será a distribuição de cores durante a interversão do filtro, sendo que tal ajuste pode ser feito manualmente bastando inserir numeração aleatória dentro do campo destinado a isto.

O recurso denominado “Nova Semente” gera uma nova mistura utilizando as diretrizes básicas de intervenção deste filtro, para ativa-lo basta clicar sobre ele.

O recurso denominado “Randomizar” gera caminhos aleatórios dentro da semente gerada na abertura do filtro, sobrepondo isto a ação do recurso supracitado.

O recurso denominado “Turbulência” faz com que a mistura das matizes seja mais áspera e caótica dependendo da sua valoração, ou seja, quanto menor ela for, mais “lisa” e harmoniosa será a mistura, e quanto maior ela for…..=].

Ruido Sólido:

Basta dizer que este filtro é basicamente idêntico ao filtro “Nuvens de Diferença” que vimos primeiro =].

Agora que já conhecemos as ferramentas para criarmos a nossa matéria prima, vamos ver algumas sugestões de uso prático em detalhes:

Cortina de Metal Escovado:

Essa é bem simples de se fazer, vamos lá,

Comecemos utilizando o filtro “Nuvens de diferença” *(ou “Ruido Sólido) da seguinte maneira:

Crie um padrão de mistura onde os tons fiquem distribuidos em linhas alternadas retas. Para isto, basta zerar a barra de valoração X para obter retas com orientação horizontal ou zerar a barra Y para orientação vertical:

Para obter uma maior variação aproveite e marque o recurso denominado “Turbulento” para obtermos mais variações.

Após a intervenção do filtro nós temos a base do efeito pretendido pronta:

Agora vamos criar as ranhuras da nossa malha, para isto, duplique a camada base e sobre esta nova  camada vamos fazer uso do filtro distorcivo denominado Vento , A imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Aberto o filtro, basta zerar a valoração do recurso denominado “Limite”*(isto fará com que as listras geradas corram soltas como um flash.), ampliar a valoração do recurso “Força”*(isto irá ampliar a intensidade da intervenção do filtro). Não se esquecendo de marcar também a opção “Vento” dentro do recurso denominado “Estilo”, sendo que a orientação é livre apesar do recurso “Extremidade Afetada ter o seu ajuste preso a opção “Ambos.” . Satisfeito clique em “ok” e aguarde.

Após o término do processamento, só precisamos aplicar o efeito de camada “Luz Suave” para criarmos o efeito desejado:

Mas é preciso lembrar que existem outras variações de ranhuras que podem surgir apenas com a troca do efeito de camada=], vamos a elas:

Efeito de camada “Luz Dura“, note que as listras estão mais realçadas em relação ao restante da imagem.

Efeito de camada “Diferença“: Veja que o contraste de tons acaba por homogeneizar as ranhuras com a malha:

Apenas para colocar mais pimenta no exercício, podemos também incorporar um pequeno fractal mesclado a nossa malha como se fosse uma pintura metalica dentro da mesma, vamos lá?

Crie uma nova camada transparente e dentro da mesma crie um fractal a seu gosto utilizando para esta tarefa o filtro renderizador denominado “Fractal Explorer” , a imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Uma vez aberto o filtro podemos utilizar criar um espectro ao nosso gosto tendo como única diretriz chave a utilização de um esquema de cores que seja totalmente opositor ao padrão gerado pelas listras, um bom exemplo pode ser visto dentro da interface do filtro em ação abaixo:

Satisfeito basta clicar em “ok” e aguardar o processamento que uma vez terminado nos leva a seguinte situação:

Agora basta aplicar o efeito de camada denominado “Super- exposição” e voi-lá!

Vale também lembrar que não estamos presos a apenas este resultado, vejamos o que acontece quando trocamos o efeito de camada da camada portadora do fractal para:

Efeito de camada Multiplicar:

Efeito de camada Luz Suave

Para podermos adiantar o nosso assunto, vamos avançar para uma situação mais agressiva mas igualmente simples:

Combine todas as camadas visíveis do trabalho e duplique a resultante, espelhe esta ultima e aplique sobre a mesma o efeito de camada denominado diferença =]:

Na figura abaixo temos a ferramenta de espelhamento em detalhes, sendo que para obter o resultado abaixo foi executado espelhamento vertical sobre a nova camada resultante da duplicação.

Agora vamos passar para um estágio um pouco mais rústico e complexo, vamos a ele:

Crie uma nova imagem com o mesmo tamanho da criada para o primeiro exercício do dia, e sobre ela aplique a seu gosto o filtro denominado “Plasma”, já visto por nós no início deste documento:

Satisfeito clique em ok  e aguarde o processamento.Finito o mesmo, abra o filtro distorcivo denominado “Deformação Interativa”, a imagem abaixo ilustra o caminho até o mesmo:

Agora vamos dentro do filtro utilizar uma técnica bem simples mas extremamente eficaz que tem a sua serventia na reconstrução abstrata de objetos, a mesma se chama “distorção frozenliana” e é baseada no princípio mecânico utilizado pelas maquinas de frozen para fazer esta bebida saborosa, ou seja mistura homogênea continua irrestritiva:

Para executa-la basta deixar a valoração do raio de deformação acima de 80% *(a partir da versão 2.3 do Gimp o valor vai até 250%)  e literalmente brincar com os recursos a seu gosto -=].

Satisfeito clique em ok e aguarde o processamento.

Agora vamos utilizar o filtro artístico “Gimpressionista” afim de criarmos ranhuras para dar o ar deste movimento artístico para o nosso trabalho:


Basta aplicar a opção “Line Art2″ sem alterações para obtermos o resultado desejado, porém você é livre para alterar qualquer parâmetro desejado para personalizar ainda mais o seu trabalho.

Uma vez satisfeito basta clicar em “ok” e aguardar o processamento.

Feito isso, duplique a camada base e sobre esta nova camada resultante da duplicação, aplique o filtro artistico denominado “Pintura a óleo” sobre esta última, isto fará com que o trabalho fique mais rico em tons e rusticidade e curto prazo. A imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Aproveitando a oportunidade vamos analisar a interface desta poderosa ferramenta:

A barra de valoração do recurso denominado “Tamanho da Máscara” tem a sua serventia em determinar o raio de ação total do filtro dentro do trabalho onde o mesmo será aplicado.

A caixa denominada “Usar mapa  de tamanho da máscara” determina se o filtro irá se basear nos detalhes mais finos da imagem durante a sua intervenção, marque este recurso caso deseje uma ação mais precisa e apurada do filtro.

A barra de valoração do recurso denominado “Expoente” determina o quão precisa será a ação do recurso anterior durante a intervenção do filtro.

A caixa do recurso “Usar mapa do expoente” amplia o grau de preservação dos detalhes da imagem durante a intervenção do filtro.

A caixa do recurso “Usar algorítimo de intensidade” tem a sua serventia em permitir configurar o nível de detalhamento da intervenção do filtro através das barras de valoração vistas nos recursos anteriores.

Satisfeito basta clicar em “ok” e aguardar o processamento.

Finito o mesmo, aplique sobre esta camada o efeito de camada denominado “Mesclar Grãos” :

Para finalizar vamos alterar um pouco a estrutura de cores a fim de dar mais vida ao nosso trabalho, para esta tarefa vamos utilizar o filtro denominado “Matiz-Saturação“. A imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Para simplificar e poupar tempo, basta alterar todas as matizes de uma vez só através da barra de valoração Matiz, deixando o restante dos recursos inalterados.

Satisfeito clique em “OK” e pronto! =]

Para ver o resultado do exemplo em tamanho real basta clicar na imagem abaixo:

Para quem desejar pode ainda utilizar o nosso já mais do que conhecido filtro “Mapeamento Alien” para alterar a estrutura luminosa e de cores por completo =]

E é assim que fica o nosso exemplo final do dia -=].

Muito bem aprendizes, vejo vocês no nosso próximo assunto!

About these ads

3 Respostas para “A fumaça que não é Fumaça”

  1. Fumaça? O tuto é bem completo e complexo, mas , acho que tá mais pra uma uma erupção abstrata!

  2. hehe o título da release e do artigo foram escritos por pessoas diferentes *(o Augusto que escolheu o da Release hehe) e obviamente eu o do documento. por isso a “confusão’ =]
    abraço!

  3. Kramba, no final acabou parecendo um pássaro, tipo uma Fênix! Muito bom :D

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: