The Ice-Birds.

Sem delongas, no exercício do dia vamos aprender a criar seres a partir de giros estruturais.

No exercício do dia iremos trabalhar principalmente com espectros simétricos, ou seja simetria entre tons sem a mesma sinergia apesar da semelhança.

Vamos começar

Abra uma nova imagem com extremidades congruentes, ou seja uniformes. Para que não prejudicar outras tarefas que você possa estar executando, escolha um tamanho compatível com a carga de processamento que você esteja disposto a gastar durante o exercício do dia, 800×800 pixel s é um tamanho que pode atender a todos sem esforço para maquinas medianas, mas você é livre para decidir qual será o escolhido.

Após criar a nova imagem, vamos aplicar um degradê com orientação espiralada em sentido horário bipartido para criarmos feixes simétricos, para começarmos essa primeira tarefa nós iremos precisar escolher  um degradê padrão que possua duas cores ou dois tons totalmente separados, ou seja com uma descongruência visível entre ambos. A imagem abaixo nós temos a interface que carrega a lista de degradês disponíveis no Gimp*(é possível criar novos degradês, em documento futuro irei falar sobre isso.) com um exemplo já pré selecionado seguindo as solicitações da proposta acima:

Escolhido o degradê, vá até a interface de controle da ferramenta de degradê *(opções de ferramentas), na mesma selecione como forma a espiral no sentido horário*(na verdade isso não irá influir muito no seu exemplo, porém eu gosto mais de trabalhar com essa orientação, coisa que você pode mudar.). Marque também a opção “Amostragem Adaptativa”, isto fará com que as seqüências de repetição sejam criadas sem serrilhados e “solavancos”. Feito isso, vamos finalmente criar a espiral, clique em um determinado ponto da imagem, sem se preocupar com a localização específica e arraste o mouse a partir desse ponto até que um pequeno raio seja atingido. Quanto menor for o raio entre o ponto inicial e o final, mais repetições terá o degradê e vice e versa. A imagem abaixo mostra a espiral criada para ilustrar o exemplo e a sua esquerda a interface de controle da ferramenta “Degradê” com todos os ajustes solicitados aplicados.

Agora vamos criar o primeiro espectro simétrico, duplique a camada base e utilizando a ferramenta de espelhamento, espelhe a camada que nasceu do procedimento anterior verticalmente, para isto, basta pressionar a tecla “Ctrl” do seu teclado durante o uso da ferramenta supracitada. Depois sobre esta mesma camada aplique o efeito de camada “Somente Clarear”. A imagem abaixo ilustra o procedimento concluído:

Criado o primeiro espectro, vamos ao segundo, combine todas as camadas visíveis resultantes do processo anterior e duplique a camada resultante, em seguida, sobre a camada que nasceu da duplicação, faça uso da ferramenta de espelhamento no sentido horizontal, sendo que para isto não é necessária nenhuma ação adicional ao uso da ferramenta. Por fim, sobre esta mesma camada aplique o efeito de camada “Multiplicar”. A imagem abaixo ilustra o que foi dito:

Agora vamos transformar o espectro em chapas retas, para tal procedimento combine todas as camadas visíveis do trabalho, e em seguida iremos utilizar o filtro distorcivo denominado “Vento”. A imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro.

A intuitiva interface nos permite uma grande variação de ajustes mas Para criarmos o efeito pretendido devemos setar o campo “Estilo” para “Vento”, A direção para a “Direita” e a “Extremidade Afetada” para “Ambos”. Depois basta que a barra de valoração “Limite” *(limitadora da força renderizadora do efeito “vento”) seja zerada e que um valor relativamente baixo seja atribuído a barra de valoração força, isto porque quanto mais alta for a sua valoração, mais escuro serão os feixes gerados, isto porque o começo do feixe é o seguimento que carrega a maior parte da carga luminosa que é enfraquecida com o avanço do feixe até o centro. A imagem abaixo ilustra a interface com todos os ajustes propostos já configurados.

Uma vez satisfeito basta clicar em “Ok”.

Aplicado o filtro sobre o espectro anterior, duplique a camada resultante da ação do espectro e espelhe a camada que nasceu da duplicação no sentido horizontal, utilizando para esta tarefa a ferramenta de espelhamento presente na interface principal do Gimp. Depois sobre esta mesma camada aplique o efeito de camada “Somente clarear”, isto irá compensar o deficit de carga iluminativa na parte central do espectro, além de uniformizar a carga entre as extremidades. Concluído o procedimento, combine as camadas visíveis novamente. A imagem abaixo ilustra o que foi dito:

Agora vamos criar a carcaça primária da estrutura, para esta tarefa, crie uma nova camada transparente sobre a camada que leva os feixes simétricos e sobre esta nova camada iremos fazer uso de um filtro relativamente conhecido por nós, o “Explorador de Fractais“. A imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Como já falei várias vezes sobre este filtro de interface multifacetada, não vou me alongar sobre ele apenas mostrando o procedimento necessário para o exercício do dia:

Primeiro, faça com que o esquema de cores seja guiado por degradê, sendo que esteve ser o mesmo que foi utilizado para a criação da espiral vista no começo do exercício.

Por fim, na aba referente aos parâmetros do novo fractal, modele-o de maneira que ele se torne uma estrutura rígida de pontas duras *(não arredondadas), para isto os parâmetros chave são o “CX” e o “CY”.

Uma vez satisfeito clique em “OK” e aguarde.

Terminado o procedimento acima, aplique o efeito de camada “Diferença” sobre a camada que contém o fractal recém criado

Por fim, combine as camadas visíveis e duplique a resultante, espelhe a nova camada no sentido horizontal e aplique sobre a mesma o efeito de camada “Somente Clarear”, isto fará com que o espectro fractiliano se torne simétrico:

Depois, vamos agora uniformizar o tom e redefinir a carga luminosa por toda a extensão do trabalho, para esta tarefa não existe melhor filtro do que o nosso já conhecido “Mapeamento Alien“. A imagem abaixo ilustra o caminho até o referido filtro:

Aqui entra a sua total liberdade de escolha de cor e tonalidade, no caso do exemplo optei por manter o azul bipartido original, zerando a valoração da frequencia de tonalidade e dando uma valoração baixa a fase.

O grande pulo do gato aqui é: sete um valor BAIXO para a freqüência e a fase da luminosidade, para que possamos fazer a reversão do uso do filtro a fim de criar o ultimo espectro necessário:

Satisfeito eis o que temos:

Agora duplique a camada e sobre o conteúdo da que acabou de ser criada reaplicaremos o mesmo filtro sobre o resultado obtido, porém com uma notável diferença:

Note que a valoração da fase da luminosidade teve um violento salto:

Clique em ok =].

Agora espelhe essa camada verticalmente e aplique sobre a mesma o efeito de camada multiplicar:

Agora, combine todas as camadas visíveis e duplique a resultante é sobre esta nova camada que vamos dar movimento ao nosso futuro ser:

Para isto iremos utilizar o filtro “Borrão de movimento”, a imagem abaixo ilustra o caminho até o filtro:

Sua intuitiva interface nos permite executar ajustes diversos, vamos a eles:

Tipo de Borrão:

Determina qual será o tipo de atuação do mesmo dentro da imagem:

Linear : Promove um borrão do tipo linear, como um traço contínuo

Radial: Promove um borrão circular onde o borrão se atém a extremidade do raio.

Zoom: Promove um borrão gradativo do centro para fora das extremidades do mesmo.

Centro do borrão:

Determina onde será o ponto de início do mesmo dentro da imagem, uma boa maneira de se obter um início da reação no centro da imagem é aplicar o mesmo no seu centro sinérgico, por exemplo: em uma imagem com 800×800 pixel s o seu centro sinérgico equivale a divisão da imagem por dois, ou seja : 400 x 400 pixel s.=]

Borrar para fora:

Uma vez aplicado o efeito borrão se dará para fora dos limites da imagem.

Parâmetros para Borrar :

Aqui podemos definir o tamanho do borrão *(comprimento) e o seu angulo de aplicação quando assim aplicável. Satisfeito clique em “ok.”

Por fim, chegamos ao nosso penúltimo espectro:

Aplique sobre a camada que recebeu a ação do filtro o efeito de camada “esconder” e duplique a mesma até que a ação do filtro fique visível:

Feito isso, combine novamente todas as camadas visíveis, e por fim, aplique sem modificações o filtro distorcivo “Coordenadas Polares” :

Satisfeito basta clicar em “ok”.

Prontinho! =] , Agora você pode aplica-lo onde desejar! =-]

Por hoje é só pessoal, vejo vocês no nosso próximo assunto!

7 Respostas to “The Ice-Birds.”

  1. Seus textos são muito bons, nem sou muito ligado à arte digital, mas graças a seus textos me sinto mais a vontade com o gimp =)

    InFog

  2. Cara, mto bom mesmo!
    Aguardo anciosamente pelos próximos tutoriais.
    Parabéns!

  3. Will Walber Says:

    Sempre de olho… ^^

  4. Rafael Terra Says:

    Cara, muito útil o seu blog! Visitarei mais vezes🙂

  5. Qual o tema GTK+ que você usa?

  6. muuito bom!
    abriu meus olhos para muitas utilizações de filtros, continue assim, muito bom esse blog!

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