Arquivo de setembro, 2008

White Voices

Posted in computação gráfica, Computação Gráfica Livre, Dirty job, Gimp tutoriais, inkscape, Linux, software livre, Tutoriais, tutorial with tags , , , , on setembro 29, 2008 by phenonart

Caros,

hoje  me lembrei do barulho surdo que os números fazem quando se transformam em linhas trançadas colaborativamente a fim de forçar a criação de um traçado volumétrico sinérgico comum.

Dito isso, vamos começar criando um traço curvado simples como este portado pela imagem abaixo:

Agora duplique o objeto que acabamos de criar, para tal ação basta pressionar as teclas “Ctrl” e “D” simultaneamente. Feito isso, vamos agora selecionar os nossos dois objetos e transforma-los em um único unindo os mesmos, para isto basta agora clicar em “União” como mostra a imagem abaixo:

Executado o procedimento acima, podemos alterar o formado deste objeto a tempo e a hora de maneira facultativa:

Agora começa a nossa pequena mágica do dia, para tanto, ativemos a interface de efeitos sobre caminhos, cuja localização pode ser vista na imagem abaixo:

Aberta a interface da ferramenta selecione o efeito denominado “Pontilhar Sub-Caminhos” , feito isso, vamos analisar o seu uso mais a fundo:

A caixa de valoração denominada “Número de Caminhos” determina quantos traços vetoriais serão criados a fim de criar o espectro entrelaçado desejado.

A caixa de valoração denominada “Variação inicial de borda” determina o grau de assimetria gerado pelas extremidades dos caminhos atrelados.

A caixa de valoração denominada “Variação do espaçamento inicial” determina qual será o intervalo espacial entre cada caminho atrelado.

A caixa de valoração denominada “Variação final da borda” determina qual será o grau de aleatoriedade das extremidades do entrelaçado vetorial.

A caixa de valoração denominada “Variação do espaçamento final” determina qual será o grau de variação espacial entre os caminhos que formarão o entrelaçado.

O ícone padronizado em forma de dado gera valores aleatórios para cada caixa.

Dito isso, clique primeiro em “Aplicar” antes de qualquer outra coisa, isso ativará a ferramenta na prática, em seguida, vamos ampliar o número de caminhos a fim de criarmos o nosso espectro, configure então a caixa de valoração denominada “Número de Caminhos” para um valor entre 150 e 250 e aperte a tecla “enter” do seu teclado =]

Agora que já temos o nosso espectro criado nós podemos alterar a sua forma a qualquer tempo modificando a sua estrutura, as linhas grifadas em vermelho representam os pontos estruturais do espectro, para alterar a sua forma basta utilizar a ferramenta de edição de nós vetoriais já por nós tanto utilizada e marcada na imagem abaixo:

Aqui nós temos um bom exemplo de modificação estrutural de forma espectral:

Quando ficar satisfeito caso seja do nosso interesse ainda podemos incluir uma borda dura no nosso espectro para que ele fique com uma aparência ainda mais fechada, para tanto duplique o espectro*(basta utilizar o atalho “Ctrl + D afinal ele é um vetor =]) e em seguida aplique sobre este novo objeto o efeito denominado “União” , já visto por nós no início deste documento. Ou se preferir você também pode copiar e colar o espectro e aplicar o efeito, enfim soluções é o que não faltam.

Agora basta mover o novo objeto até que o encaixe fique perfeito, mas este passo quase nunca é necessário pois quando se duplica um objeto ele fica alinhado com o progenitor de maneira padrão.

E aqui temos o espectro exemplo finalizado =]

Agora você pode exporta-lo se quiser para utilizar onde desejar ou ainda continuar a sua composição dentro do próprio inkscape =]. Mas para variar um pouuco exportei o exemplo para trabalhar com ele no Gimp, e aplicando conceitos que nós já vimos aqui no blog em outros documentos…

Este foi o resultado=]

É isso ai pessoal vejo vocês no nosso próximo assunto!

Perdidos no Espaço

Posted in computação gráfica, Computação Gráfica Livre, Dirty job, Fedora, Gimp Documentação, inkscape, Linux, software livre, Tutoriais, tutorial with tags , , on setembro 23, 2008 by phenonart

Caros,

hoje acordei com essa música da Legião Urbana na cabeça e ela me lembra espirais como se fossem portas para outros horizontes escaláveis não totalmente doutrináveis como espirais volumétricas que é o nosso assunto do dia .

Comecemos o exercício do dia abrindo o Inkscape e dentro do mesmo criando um pequeno objeto irrestrito de diretrizes salvo pela borda preta:

No caso optei por um objeto pouco complexo com conceito relativamente estático como um vaso de planta futurista, mas isso fica totalmente a seu critério. Na imagem abaixo ainda é possível observar a finalização da criação através das pequenas correções de curso das linhas através da alteração de tracejo de alguns nós vetoriais:

E aqui temos o objeto progenitor do nosso assunto do dia finalizado:

Agora é que começa a diversão, para criar a espiral volumétrica a partir deste objeto vamos clona-lo diversas vezes a fim de formar tal padronagem. Para isto clique em “Editar” e navegue até o submenu “Clonar”, neste clique em “Criar Clones Ladrilhados”:

Uma vez aberta a ferramenta de clonagem, ganhamos acesso a sua interface multi-facetada repleta de parâmetros passíveis de ajustes diversos para tanto vamos a eles:

Simetria:

Simetria é o grau de eqüidistância que as extremidades do espectro espiralado terão ao seu término. Mas para este primeiro momento deixe o ajuste padrão sem alterações.

Deslocamento:

Deslocamento é o quanto cada objeto criado se distanciará do seu clone anterior . Para a criação do espectro espiralado volumétrico a “mágica” é um tanto “braçal”, basta configurar a valoração do deslocamento “X”por coluna entre -70 e -90% porém dependendo do que se deseje nada impede que você opte por adotar tal configuração para o parâmetro Y em detrimento do parâmetro visto anteriormente.

Ampliar:

A aba denominada “Ampliar” fala do tamanho que cada celula espectral deverá assumir, para este primeiro momento deixe como está.

Rotação:

A aba denominada “Rotação” define o angulo de ataque que o espectro espiralado irá adotar, para um bom resultado primário configure a caixa de valoração “Por coluna” com um valor entre 2 e 3,5 graus por agora.

Desfoque & opacidade:

Esta aba determina tais reais parâmetros já bem conhecidos por nós, como geralmente não é do nosso desejo desfocar o espectro ou por enquanto alterar sua estrutura coloral basta deixar a mesma inalterada.

Cor:

Esta aba altera a estrutura luminosa e coloral do trabalho pelo modo de cor HSL *(já tão calejado de visto por nós no filtro “Mapeamento Alien” presente no Gimp.) . Para este primeiro momento deixe como está.

Traçar:

Esta ultima aba define como será o traço do espectro clonador, mas desta vez em nada ela irá influenciar na criação do mesmo então deixe como está. Note que abaixo de todas as abas podemos ver uma caixa de dialogo contendo quatro caixas de valoração, duas ativadas e duas desativadas , são elas quem irão determinar o comprimento do espectro e o numero de colunas bem como se o mesmo terá tamanho uniforme ou não, por enquanto configure o mesmo de maneira que ele fique com um ajuste entre uma e duas colunas e entre 100 e 300 linhas, feito isso basta clicar em “Criar” =]

Depois de autorizar a ferramenta trabalhar veja como ficou o resultado primário do exemplo:

Agora que já “estalamos os ossos”, vamos adicionar um pouco de controle ao nosso espectro, veja o que acontece quando o mesmo é gerado subtraindo -3% do parâmetro Y da caixa de valoração da coluna

Agora reparem que a figura progenitora dos clones que formam o espectro *(isso mesmo a primeira figura que criamos) está selecionada. Isso ocorre porque ela “controla” as imagens que formam o espectro , vejamos o que acontece com o espectro se ampliamos o tamanho dessa imagem apenas arrastando com o mouse:

Agora vejamos o que acontece se essa mesma imagem for achatada e alargada um pouquinho :

Para apimentar ainda pode-se aplicar um degradê sobre o espectro apenas selecionando o seu todo =]:

escolhido o degradê basta aguardar e apreciar =]

Agora vamos partir para a ignorancia, exporte o espectro gerado e abra-o no Gimp:

Experimente colocar uma camada preta por baixo, duplicar a que porta o espectro e sobre esta ultima aplicar simetria aliada a um efeito de camada subtrativo :

E é assim que fica o exemplo do dia =]

Vejo vocês no nosso próximo assunto!

Sumido? Sim. PARADO não!=]

Posted in computação gráfica, Computação Gráfica Livre, Fedora, gimp, Gimp Documentação, Linux, razgriz, software livre with tags , , , , , , , , , on setembro 22, 2008 by phenonart

Caros aprendizes,

este post é apenas para me desculpar pelo aparente sumiço, creio que não existe justificativa maior do que o conteúdo da imagem abaixo:

Agora eu gostaria de agradecer de todo coração a todos os meus alunos e ex alunos inclusive os da FAB, pois são vocês que fazem o software livre ser o que ele é hoje.

Para encerrar, gostaria de dizer que nesta semana retomaremos as nossas atividades normais além de informar que o forum de software livre do COMAER*(Comando da Aeronáutica) acontecerá entre os dias 25 e 26 de novembro, assim que tiver mais detalhes e o website posto aqui.

Forte abraço e muito obrigado a todos!

P.s: Para a equipe de alunos denominada “Os Processos”: O conceito violentamente violento pelo progenitor concebedor nada mais é do que uma obra criativa do criador =] *(acho que vcs entenderam dessa vez hehe)

Pet Cemetery

Posted in computação gráfica, Computação Gráfica Livre, Dirty job, Fedora, gimp, Gimp Documentação, Gimp tutoriais, gimp tutorial, Linux, razgriz, sl rj, slrj, software livre, Sotware Livre Rio de Janeiro, Tutoriais, tutorial with tags , , , , , , , , , , , on setembro 5, 2008 by phenonart

Caros aprendizes,

hoje nós vamos falar sobre construção conceitual de cenários tanto em teoria quanto em prática .

Comecemos revendo alguns conceitos básicos:

O que é um conceito?

Conceito nada mais é do que uma idéia no ato da sua concepção e essência. Isso nos leva a outra pergunta :

Como transmitir o nosso conceito de forma que o mesmo praticamente não sofra distorções?

Lembremos do que vimos a respeito do “Ver” e do “Olhar”, note que todos nós enxergamos através dos nossos sentidos que são as nossas janelas para o exterior, ou seja, nós não podemos escolher aquilo que vamos ver. Porém, isso não nos obriga a interpretar tudo que chega a nós da mesma maneira possibilitando o surgimento de diversos pontos de vista variando de maneira escalável entre os receptores com alta ou baixa dispersão, então a melhor maneira de se passar um conceito sem deforma-lo é preciso pensar nos objetos que lembram o conceito desejado sejam eles tangíveis ou intangíveis como por exemplo: O que lembra o problema do aquecimento Global? Que Objetos poderiam ser atribuídos ao mesmo? Bem, poderíamos utilizar o derretimento das camadas polares, fábricas soltando fumaça negra, céu poluído e etc…

Uma palavra da resposta acima merece atenção especial : O que é “Dispersão”?

Dispersão é o grau de distorção que a mensagem sofre devido a uma interpretação por parte do receptor diferente da desejada pelo autor, ou seja quanto menor for a dispersão mais eficiente será o seu trabalho.

Visto isso, podemos prosseguir, o procedimento é na prática muito simples:

Depois de conceber o conceito é hora de preparar o material para sua execução:

Para o exemplo do dia resolvi expor uma mensagem sobre a contribuição das emissões de dióxido para com o aquecimento global, o material para isto pode ser visto abaixo :

Obtido o material, não necessitamos recorrer a tecnicas inovadoras para executarmos o conceito do exemplo acima, veja como este processo é até bem simples :

Primeiro abra a imagem da primeira textura e coloque-a em paralelo com a imagem do prédio:

Agora copie a textura e cole-a sobre a imagem do prédio em forma de nova camada:

Agora é que vem a mágica, aplique o efeito de camada denominado “Multiplicar e veja o que acontece com o nosso prédio :

Note como praticamente sem esforço algum o prédio adquiriu uma aparência suja como se ninguém fizesse manutenção no mesmo a anos

Mas se o desejo for ainda amplificar este efeito, basta trocar o efeito de camada aplicado pelo efeito denominado “Super-Exposição” :

Agora que já resolvemos o prédio vamos resolver nosso cenário, note que o fundo do mesmo acabou sofrendo intervenção da textura também, isso é perfeitamente normal uma vez que não fizemos aplicação seletiva, para resolver o problema basta apagarmos as porções da textura indesejáveis, ou seja oque não pertence ao prédio será apagado :

Feito isso vamos agora tornar o nosso céu em um espetáculo negro e cruel da seguinte maneira:

Basta copiar e colar a imagem correspondente a finalização da execução do conceito *(no caso deste exemplo as nuvens) em forma de nova camada e sobre esta ultima aplicar o efeito de camada aditivo denominado “Sub-Exposição”:

Isto fará com que esta camada tenha o seu grau de intervenção amplificado :

Para terminar o serviço, duplique esta ultima camada e sobre a nova camada resultante deste processo aplique o efeito de camada denominado “Luz Dura” :

Simples assim =]

Mas.. e se eu quisesse potencializar o conceito?

É simples, primeiro combine todas as camadas visíveis, depois duplique a camada resultante deste processo:

Agora vamos eliminar as cores desta nova camada através da dessaturação da mesma:

Após este processo essa é a nossa situação:

Agora vamos alterar um pouco a estrutura luminosa desta mesma camada através de sua curvatura:

Uma vez aberta a interface, modele a curva presente no gráfico de maneira que os tons claros e escuros ganhem realce máximo sem deformar a imagem, note que  qualquer alteração feita no gráfico já é aplicada na imagem fazendo com que você possa avaliar melhor o que está fazendo:

Satisfeito, aplique sobre esta camada o efeito denominado “Mesclar Grãos”

Para tornar as núvens mais escuras basta aplicar o aerógrafo sobre esta camada :

Simples assim =]:

Este processo de amplificação conceitual também pode ser aplicado quando o desejo é apenas causar danos não precisos a imóveis, esse processo corre assim:

Abaixo temos o dito imóvel:

E aqui a solução para a proposta dita acima:

Assim, vamos a execução:

Copie a textura e cole-a em forma de nova camada sobre a imagem do imóvel :

Feito isso, aplique o efeito de camada subtrativo denominado “Super Exposição” =]:

Simples assim =]:

Note que quanto menor for a imagem mais “rica e detalhista” a mesma será, essa tática é muito valida principalmente no trato com imagens em baixa resolução.

Como ultimo BIZU sobre o assunto do dia, caso seja de nosso desejo reduzir um pouco a saturação, uma boa solução é a seguinte:

Combine todas as camadas visíveis do trabalho, duplique a resultante, dessature essa nova camada e aplique sobre a mesma o efeito de camada denominado “Esconder”, depois você ainda pode duplicar esta camada o quanto quiser para diminuir a saturação a gosto =] :

Note que eu optei por duplicar tal camada apenas uma vez pois não queria um efeito impactante de mais

Assim terminando o nosso assunto do dia =]:

É isso ai, vejo vocês no nosso próximo assunto!

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