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O Cubo Senóide

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Caros,

hoje vamos adentrar ainda mais dentro do território da ferramenta “Seno” cujas propriedades podem criar anagramas infinitos de cubos esferas e triangulos criando verdadeiras peças encaixáveis entre si, o nome disto é o “Cubo Senóide”.

Comecemos com um exercício básico para reaquecer vocês, primeiro crie uma imagem de proporções congruentes, pessoalmente acredito que 500×500 pixel s está de bom tamanho por agora:

cubchuby1

Criada a imagem vá direto ao filtro renderizador denominado “Seno” cujo caminho pode ser visto abaixo:

cubchuby2

Uma vez aberto, crie um padrão de linhas paralelas relativamente contrastantes sendo que este padrão não requer fixação ou seja você pode direcionar o espectro para a diagonal ou mesmo curva-lo se desejar. cor luz e negro casam bem como cores formadoras nesta situação:

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Eis o resultado da ação do filtro:

cubchuby4

Pulo do gato :

Duplique a camada base e rotacione a nova camada em 90 graus sentido horário ou anti-horário a sua escolha:

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cubchuby6

Agora aplique sobre esta camada o efeito de camada denominado “Sub-Exposição” e…=]

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Como bem sabemos este efeito de camada possui um “irmão gêmeo” subtrativo denominado “Super Exposição”, vejamos o que ocorre se utilizarmos o mesmo:

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Aqui deixo mais este pequeno exemplo feito a partir de outra variação espectral para abrir essas mentes cansadas =]:

tricker

Agora que já nos aquecemos vamos elevar o tom de refino para algo mais “macio” :

Para tanto delete a camada de cima mantendo apenas a camada base da imagem, feito isso crie uma nova camada transparente e retorne ao filtro renderizador denominado “Seno”.

Carregada a interface do filtro, molde o espectro de maneira que o mesmo adquira contornos sinuosos a sua escolha, depois na aba “mistura” selecione a forma de degradê “Bilinear” para que o espectro fique com os pontos de contato relativamente lisos e não ásperos, trabalhe um pouco a valoração do expoente para amplificar tal efeito. Satisfeito clique em “ok” e aguarde o processamento:

cubchuby91

Terminado o trabalho do filtro aplique sobre esta camada o efeito de camada denominado “Super-Exposição” e veja oque temos =]

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Agora vamos adicionar o toque de profundidade proposto pelo título deste documento. Primeiro combine todas as camadas visíveis do trabalho e  depois utilizando a ferramenta de seleção retangular ou qualquer outra ferramenta de seleção de sua preferência crie formas geométricas distintas interligadas ou não a seu critério:

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Feito isso, copie a seleção e cole-a em forma de nova camada:

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Agora vamos abrir o nosso velho conhecido filtro denominado “Mapear Objeto” cujo caminho pode ser visto abaixo:

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Após o carregamento do filtro, escolha uma das formas geométricas básicas a seu gosto assim como o molde e as medidas, apenas não se esqueça de marcar o recurso denominado “Fundo Transparente”:

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Satisfeito deixe o filtro trabalhar:

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Terminado o trabalho do filtro, veja o contraste pespectivo gerado =], agora basta duplicar esta camada algumas vezes e posicionar onde desejarmos os novos objetos afim de amplificar tal efeito =]:

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cubchuby18

Acredito que agora vocês já tem a capacidade de comandar o cubo senoide sem maiores dificuldades.

Vejo vocês no nosso próximo assunto!

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Cadavericamente Branco

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Caros,

Acredito que seja o momento de voltar a ativa =]. Confesso que estava com muita vontade de fazer isso antes mas eu realmente precisava desta breve pausa.

Para abrir os trabalhos de 2009 vamos começar com um assunto leve mas bem “quente” pois sempre é um dos mais vistos e revistos em minhas turmas regulares, chama-se “tona-color” a técnica que aqui será vista para controlar o conceito de um trabalho ou feição através da simples alteração estrutural luminosa e ou saturação.

Comecemos escolhendo uma imagem base para o exemplo do dia, para tal escolhi a que se ve abaixo:

vicerais1

O grande responsável pelo trato interno do assunto do dia é o nosso já velho conhecido filtro coloral denominado “Mapeamento Alien” cujo caminho pode ser visto abaixo:

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Pois bem, ano passado adquirimos pleno domínio sobre os ajustes estruturais luminosos dentro desta ferramenta e finalmente chegou a hora de empregarmos tal habilidade de maneira cirúrgica :

Para literalmente zerar a “vida” da pele basta trabalhar com valorações  baixas quanto a freqüência e fase da saturação, isto fará com que boa parte das cores mais vivas sejam eliminadas em favor do branco e negro totais.

Note que ambos os ajustes formam um “360” completo pois a sua valoração inicial e máxima retornam resultados “inacreditavelmente semelhantes” .

Não menos importante é não se esquecer de efetuar uma pequena alteração na estrutura luminosa dando valoração entre 0.40 e 0.59 a freqüência da luminosidade a fim de potencializar o efeito “branco” ao nosso trabalho:

O canal da matiz pode ser literalmente ignorado podendo inclusive ser desativado. Abaixo temos um exemplo do que foi explicado acima:

vicerais3

Após a primeira rodada de trabalho assim ficou o nosso exemplo do dia:

Repare que apenas o rosto e o biquíni da moça preservam poucos traços do conceito original da imagem:

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Agora vamos amplificar o novo conceito ampliando o nível de ausência de cor repetindo o processo porém desta vez aniquilando a presença visível de cor de uma vez por todas. Para tanto duplique a camada base e com a nova camada selecionada abra novamente o referido filtro:

O truque consiste em ZERAR a valoração da freqüência da saturação e mover a barra de valoração da fase da saturação até que a pré visualização mostre que as cores foram para o literal espaço =]:

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Satisfeito, mantenha a pequena alteração efetuada na frequencia da luminosidade e autorize o filtro a trabalhar:

Como podemos ver não temos mais vestígio algum das cores originais do trabalho:

vicerais6

Agora é hora dos efeitos de camada executarem a tarefa de amplificar o conceito do nosso trabalho da seguinte maneira:

A camada luz ou para quem preferir “sem cor” irá se fundir a camada base através do uso de um efeito de camada aditivo de ação moderada, uma ótima opção poderia ser o efeito denominado “Luz Dura”:

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Eis o que temos:

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Sutilmente ainda se pode amplificar tal conceito adicionando uma deformidade ou ferimento ao pescoço da moça ou mesmo face, com oque vimos aqui hoje acredito que todos os meus alunos de data já tem condições de executar esta tarefa que ficará como exercício =]:

O resultado da mesma aplicado ao exemplo do dia pode ser visto abaixo com um pequeno BIZU:

O agente agregador:

vicerais9

Aplicação?

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vicerais11

Para colocar um pouco mais de pimenta:

vicerais121

Finito=]:

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é isso ai, vejo vocês no nosso próximo assunto! =]

Pet Cemetery

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Caros aprendizes,

hoje nós vamos falar sobre construção conceitual de cenários tanto em teoria quanto em prática .

Comecemos revendo alguns conceitos básicos:

O que é um conceito?

Conceito nada mais é do que uma idéia no ato da sua concepção e essência. Isso nos leva a outra pergunta :

Como transmitir o nosso conceito de forma que o mesmo praticamente não sofra distorções?

Lembremos do que vimos a respeito do “Ver” e do “Olhar”, note que todos nós enxergamos através dos nossos sentidos que são as nossas janelas para o exterior, ou seja, nós não podemos escolher aquilo que vamos ver. Porém, isso não nos obriga a interpretar tudo que chega a nós da mesma maneira possibilitando o surgimento de diversos pontos de vista variando de maneira escalável entre os receptores com alta ou baixa dispersão, então a melhor maneira de se passar um conceito sem deforma-lo é preciso pensar nos objetos que lembram o conceito desejado sejam eles tangíveis ou intangíveis como por exemplo: O que lembra o problema do aquecimento Global? Que Objetos poderiam ser atribuídos ao mesmo? Bem, poderíamos utilizar o derretimento das camadas polares, fábricas soltando fumaça negra, céu poluído e etc…

Uma palavra da resposta acima merece atenção especial : O que é “Dispersão”?

Dispersão é o grau de distorção que a mensagem sofre devido a uma interpretação por parte do receptor diferente da desejada pelo autor, ou seja quanto menor for a dispersão mais eficiente será o seu trabalho.

Visto isso, podemos prosseguir, o procedimento é na prática muito simples:

Depois de conceber o conceito é hora de preparar o material para sua execução:

Para o exemplo do dia resolvi expor uma mensagem sobre a contribuição das emissões de dióxido para com o aquecimento global, o material para isto pode ser visto abaixo :

Obtido o material, não necessitamos recorrer a tecnicas inovadoras para executarmos o conceito do exemplo acima, veja como este processo é até bem simples :

Primeiro abra a imagem da primeira textura e coloque-a em paralelo com a imagem do prédio:

Agora copie a textura e cole-a sobre a imagem do prédio em forma de nova camada:

Agora é que vem a mágica, aplique o efeito de camada denominado “Multiplicar e veja o que acontece com o nosso prédio :

Note como praticamente sem esforço algum o prédio adquiriu uma aparência suja como se ninguém fizesse manutenção no mesmo a anos

Mas se o desejo for ainda amplificar este efeito, basta trocar o efeito de camada aplicado pelo efeito denominado “Super-Exposição” :

Agora que já resolvemos o prédio vamos resolver nosso cenário, note que o fundo do mesmo acabou sofrendo intervenção da textura também, isso é perfeitamente normal uma vez que não fizemos aplicação seletiva, para resolver o problema basta apagarmos as porções da textura indesejáveis, ou seja oque não pertence ao prédio será apagado :

Feito isso vamos agora tornar o nosso céu em um espetáculo negro e cruel da seguinte maneira:

Basta copiar e colar a imagem correspondente a finalização da execução do conceito *(no caso deste exemplo as nuvens) em forma de nova camada e sobre esta ultima aplicar o efeito de camada aditivo denominado “Sub-Exposição”:

Isto fará com que esta camada tenha o seu grau de intervenção amplificado :

Para terminar o serviço, duplique esta ultima camada e sobre a nova camada resultante deste processo aplique o efeito de camada denominado “Luz Dura” :

Simples assim =]

Mas.. e se eu quisesse potencializar o conceito?

É simples, primeiro combine todas as camadas visíveis, depois duplique a camada resultante deste processo:

Agora vamos eliminar as cores desta nova camada através da dessaturação da mesma:

Após este processo essa é a nossa situação:

Agora vamos alterar um pouco a estrutura luminosa desta mesma camada através de sua curvatura:

Uma vez aberta a interface, modele a curva presente no gráfico de maneira que os tons claros e escuros ganhem realce máximo sem deformar a imagem, note que  qualquer alteração feita no gráfico já é aplicada na imagem fazendo com que você possa avaliar melhor o que está fazendo:

Satisfeito, aplique sobre esta camada o efeito denominado “Mesclar Grãos”

Para tornar as núvens mais escuras basta aplicar o aerógrafo sobre esta camada :

Simples assim =]:

Este processo de amplificação conceitual também pode ser aplicado quando o desejo é apenas causar danos não precisos a imóveis, esse processo corre assim:

Abaixo temos o dito imóvel:

E aqui a solução para a proposta dita acima:

Assim, vamos a execução:

Copie a textura e cole-a em forma de nova camada sobre a imagem do imóvel :

Feito isso, aplique o efeito de camada subtrativo denominado “Super Exposição” =]:

Simples assim =]:

Note que quanto menor for a imagem mais “rica e detalhista” a mesma será, essa tática é muito valida principalmente no trato com imagens em baixa resolução.

Como ultimo BIZU sobre o assunto do dia, caso seja de nosso desejo reduzir um pouco a saturação, uma boa solução é a seguinte:

Combine todas as camadas visíveis do trabalho, duplique a resultante, dessature essa nova camada e aplique sobre a mesma o efeito de camada denominado “Esconder”, depois você ainda pode duplicar esta camada o quanto quiser para diminuir a saturação a gosto =] :

Note que eu optei por duplicar tal camada apenas uma vez pois não queria um efeito impactante de mais

Assim terminando o nosso assunto do dia =]:

É isso ai, vejo vocês no nosso próximo assunto!

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