TOP of the ROCKS

Caros aprendizes,

Creio que seja o momento ideal para amplificar o nível de complexidade dos nossos assuntos uma vez que muitas pessoas ainda consideram a nossa principal ferramenta de trabalho com

o apenas uma alternativa e não de fato como uma solução tão boa ou mesmo superior as demais existentes no mercado.

Hoje nós vamos falar sobre uma nova roupagem do movimento artístico denominado POP-ART que já estudamos em 2006, Para começar vamos abrir o nosso gerenciador de arquivos, isso mesmo ! Precisamos escolher o nosso material de trabalho antes de qualquer coisa além de prestarmos atenção em um pequeno detalhe, não escolha imagens maiores que 1mb caso seu equipamento tenha menos de 512 mb de memória ram sob pena de ter o tempo de sua tarefa ampliado em algumas vezes ou na pior das hipóteses o micro pode reiniciar sozinho caso a carga seja alta de mais combinada junto com as suas outras tarefas.

Dito isso, faça a escolha da seguinte maneira : Pense primeiro no conceito potencial que a primeira imagem pode proporcionar, sim isso mesmo vamos escolher de duas a três imagens que tenham conceitos e mensagens próximas ou mesmo relativamente compatíveis com o que você deseja criar, porém vamos começar trabalhando com apenas uma. Escolhidas as imagens, vamos importar a primeira para dentro do Inkscape da seguinte maneira:

Com o programa aberto, clique sobre a MAIOR das imagens que você escolheu e arraste-a para dentro da interface do programa, soltando o botão do mouse em seguida.

Aqui temos o Inkscape aberto pronto para uso sem nenhuma imagem dentro ainda:

Agora basta soltar o botão do mouse que a imagem será importada automaticamente =]:

Aqui já temos a imagem importada para dentro do Inkscape:

Agora nós vamos utilizar um truque bem eficaz para criar traços relativamente precisos sobre o bitmap de maneira que a sua forma possa vir a se tornar um vetor, estamos falando da ferramenta denominada “Traçar Bitmap” cuja localização é ilustrada pela imagem abaixo:

Uma vez aberta a ferramenta supracitada vamos analisar os recursos distribuídos em dois grupos primários de traço e uma aba adicional de intervenções de traço:

Pré visualização:

Através deste valioso recurso você poderá visualizar como ficará o seu trabalho sem esforço e ainda poupando hardware.

Botão Atualizar:

Basta clicar sobre o mesmo após alterar alguma configuração para ver como ficará o seu trabalho.

“OK”

Quando estiver satisfeito clique nele e aguarde, dependendo do seu hardware e tamanho da imagem esta tarefa pode realmente demorar.

Busca única: Criar caminhos

Este grupo é portador dos recursos que se destinam a criação de traços únicos, contínuos e uniformes de acordo com as formas primárias do bitamp sem o foco nos traços mais detalhistas sendo estes em sua maioria descartados caso não estejam dentro da forma primária do objeto.

Intensidade do Brilho:

Este recurso cria os traços vetoriais tendo como diretriz de navegação a quantidade de brilho delimitada pela caixa de valoração denominada “Limiar” presente a direita do recurso, quanto mais alta for a valoração mais traços serão criados e maior será a área vetorial criada.

Detecção de Bordas:

Este recurso cria os traços vetoriais tendo como diretriz de navegação as bordas do objeto, ou seja a área vetorial a ser criada corresponderá somente aos shapes das silhuetas dos pseudo objetos e objeto MOR presentes no trabalho. Tal ferramenta também possui uma caixa de valoração “Limiar“, idêntica a vista na presente na ferramenta anterior, seu modus operandi é o mesmo.

Quantidade de Cores:

Este recurso cria os traços vetoriais tendo como diretriz de navegação a quantidade de cores especificada na caixa denominada “Cores”, presente a direita deste recurso, mas não se engane pois tal recurso se refere ao nível de detalhamento da área vetorial a ser criada e não efetivamente a quantidade de cores que o traço vetorial completo carregará.

Inverter Imagem:

Este recurso compete a ambos os grupos de construção vetorial, sua função é inverter a área a ser vetorizada de fora para dentro e de dentro para fora conforme for o caso.

Múltiplas buscas: Criar um grupo de caminhos

Este grupo de ferramentas é portador dos recursos destinados a criação de áreas vetoriais com cores e altos níveis de detalhamento podendo reproduzir o objeto de maneira relativamente fiel a original considerando algumas pequenas restrições de ajuste causadas pelo próprio usuário ou mesmo por limitações de hardware se assim for o caso.

Níveis de Brilho:

Este recurso cria os traços vetoriais tendo como diretriz de navegação a valoração da caixa denominada “Níveis” sendo que esta também é ponto de convergência para as demais ferramentas deste grupo. Quanto maior for a valoração deste recurso maior será a concentração da area vetorial construída em traços presentes nos pontos mais detalhistas presentes na imagem.

Cores:

Este recurso cria traços vetoriais fiéis a imagem original dependendo da valoração proposta na caixa denominada “Níveis”, já citada anteriormente, quanto mais alta for a mesma, mais detalhista e fiel será a área vetorial construída ao bitmap progenitor.

Tons de Cinza:

Este recurso cria os traços vetoriais baseado nas mesmas diretrizes do recurso supracitado, porém a imagem é criada apenas em tons de cinza tendo suas demais cores suprimidas.

Suavizar:

Este recurso quando ativado aplica leve desfocagem gaussiana ao bitmap antes da intervenção do recurso gerador de área vetorial provendo assim traços mais suaves.

Fechar Brechas:

Este recurso quando ativado faz com que as quebras de traços dentro da área vetorial a ser construída sejam menores.

Aba “Opções”:

Suprimir pequenos pontos:

Este recurso quando ativado faz com que os pontos minimalistas do bitmap sejam ignorados no momento da construção da área vetorial. A caixa denominada “Tamanho” presente a direita do recurso definirá qual será o tamanho dos pontos a serem ignorados.

Suavizar cantos:

Este recurso quando ativado suaviza as bordas dos traços gerados pelo recurso de vetorização escolhido durante a sua intervenção. A caixa de valoração a sua direita denominada “Limiar” definirá o grau de intervenção

Otimize as formas:

Este recurso quando ativado visa otimizar as formas dos traços gerados economizando nós belzier e poupando um pouco de memória do micro ao preço de alguma provável imprecisão mínima. A caixa de valoração a sua direita denominada “Tolerância” determinará o quão determinante será tal otimização dos nós belzerlianos a ser executada, ou seja quanto menor for a sua valoração, mais nós serão otimizados.

Dito isso, mãos a obra, execute o efeito trace bitmap sobre a imagem e depois apague o bitmap original assim que o resultado do efeito estiver satisfatório.

As imagens abaixo ilustram esse processo:

Área vetorial construida sobre a imagem original:

A imagem abaixo mostra o resultado do efeito já com a imagem original apagada.

Feito isso já poderiamos iniciar um trabalho com tipografia sobre o nosso recém criado vetor, porém temos planos mais ambiciosos para hoje =].

Prosseguindo, vamos agora aprender a entortar áreas vetoriais inteiras com apenas alguns cliques =], para esta tarefa relativamente simples mas aparentemente complicada nós irémos utilizar o recurso denominado “Efeitos sobre Caminhos” cuja localização pode ser vista na imagem abaixo em destaque:

Uma vez aberto o recurso, sua operação é bem simples mas requer atenção e cuidado pois a ferramenta é relativamente sensível. Vamos a ela:

No  campo aplicar novo efeito selecione o recurso denominado “Curvar Caminho” e clique em “Aplicar”. Depois aguarde alguns segundos pois é normal um pequeno “atraso” na atualização da interface quando o vetor a sofrer a intervenção possui muitos nós.

Depois de carregado o recurso clique sobre o ícone de controle de nós *(representado por um triangulo preto e uma extremidade azulada logo depois dos dizeres “Curvar Caminho”, esta ação irá ativar os dois nós de controle que podem ser vistos já curvados na imagem abaixo, ou seja sua forma de controle é como a de um vetor comum, basta  arrastar a linha para onde desejar para que a curva se forme =]!

Agora você pode optar por repetir um ou ambos os processos com as demais imagens que você escolheu ou salvar o resultado da primeira imagem para abri-lo no Gimp, seja exportado ou em SVG. Mas antes de passarmos o bastão para o editor bitmap, vamos ver como transformar o que vimos em conceito:

O primeiro passo é bem simples, PENSE exatamente na mensagem que você quer passar, se quer dizer uma frase, se quer contar uma história e mais importante ainda, qual é a mensagem da qual o seu trabalho será portador?

Responda a essas perguntas mentalmente e reflita se as mesmas pedem que realmente mais elementos sejam acrescentados ainda a esta fase do processo de confecção do seu trabalho. Em caso afirmativo uma boa maneira de acrescentar novos objetos é através da técnica de encaixe contínuo que corre assim:

Coloque todos os objetos próximos utilizando a ferramenta de seleção para movimenta-los pelo tablado de criação do Inkscape, depois defina mentalmente a figura que você deseja formar composta por tais objetos, feito isso, execute o encaixe da seguinte maneira, deixe o objeto principal *(geralmente é o objeto que dará a forma primária ao conceito do trabalho)  intocado, depois selecione um dos objetos restantes e mova-o de maneira que ele “invada” o objeto principal *(o encaixe se forma quanto os objetos fazem uma linha contínua sem pausas), executando o mesmo procedimento com o objeto restante. Ainda a respeito do encaixe podemos dizer que ele quase sempre é imperfeito pois sempre sobram arestas para deletar ou nós belzerlianos desnecessários, para resolver este problema utilize a ferramenta de seleção de nós belzier, representada pelo ícone em destaque na barra de ferramentas primárias do Inkscape trazida pela imagem abaixo:

Agora basta corrigir os encaixes conforme a necessidade de cada objeto=], As imagens abaixo ilustram o processo da técnica que acabamos de aprender:

Aqui temos os nossos objetos separados sem distinção de grupos e gêneros conceituais:

Note que o segundo objeto chave do conceito já foi selecionado sendo que o objeto principal deste exemplo é a “TV” distorcida:

Agora temos o segundo objeto já encaixado no objeto principal, note que não foi necessário nenhum ajuste nos nós vetoriais, repare que um dos objetos *(chamas) já sofreu uma pequena alteração em seus nós vetoriais para que o encaixe se torne o melhor possível quando chegar a hora de executa-lo:

Aqui nós já temos ambos os objetos “chama” selecionados sendo que o primeiro menor já foi encaixado:

Nesta imagem temos o encaixe do segundo objeto “chamas” sendo finalizado através da deleção de nós belzerlianos desnecessários e ajustes de angulo:

Aqui temos os encaixes dos objetos finais dentro do conceito a ser construído, no caso o objeto materializado pelo homem de bermuda ficou na fresta da extremidade superior do objeto principal e o objeto da luta será posicionado na angulação formada pelo encaixe do objeto “chamadas”:

E por fim nesta imagem temos o nosso exemplo concluido pronto para ser exportado ou salvo:

Para finalizar abaixo nós temos duas possibilidades do que poderia ser criado com os objetos por mim aqui utilizados, bastando salva-los ou exporta-los para png para utiliza-los no Gimp:

Dito isso meus caros, podemos finalmente abrir o Gimp:

Clique com o botão direito sobre a sua criação exportada para png e abra-a diretamente, caso você prefira abrir diretamente o SVG não há problema, basta abrir o Gimp primeiro e depois clicar sobre o arquivo e arrasta-lo até a interface principal do Gimp.

Uma vez aberto o arquivo reparem que apenas o traço vetorial pode ser visto e não mais o fundo branco que aparecia no Inkscape, isto porque na realidade esse “fundo” nunca existiu ou fez parte do vetor que construimos lá porém não há razão alguma para se preocupar, na realidade reestabelecer o fundo é um processo bem simples, vamos a ele :

Aqui temos a imagem com fundo transparente:

Para resolver o “problema” temos diversas opções, vamos primeiro a mais rápida, crie uma nova camada transparente e pinte-a de branco, depois na interface de controle de camadas mova a camada entitulada “Fundo” para cima ou a nova camada para baixo =]:

A partir deste ponto as nossas possibilidades de criação se tornaram ainda mais vastas, para aquecermos, crie uma nova camada transparente sobre o seu exemplo e volte as suas atenções para a interface de controle dos pincéis, escolha entre 2 e 4 pincéis que sejam conceitualmente compatíveis com a mensagem a ser passada pela imagem final, a imagem abaixo mostra a janela de pincéis em destaque :

Escolhidos os pincéis, crie uma nova camada transparente e sobre ela crie uma pequena composição com os mesmos de maneira que estes fiquem dentro do perímetro dos traços da imagem original:

E é assim que fica o exemplo do nosso aquecimento =]:

Terminado o nosso pequeno aquecimento podemos partir para algo bem mais ambicioso, volte a imagem para o seu estado original:

Agora dentre o seu acervo de imagens, escolha uma imagem que tenha composição uniforme, como esta abaixo:

Agora copie a imagem que você escolheu e cole-a sobre a imagem na qual estamos trabalhando em forma de seleção flutuante e aplique sobre a mesma o efeito de camada denominado “Diferença” =]:

Agora basta ancorar a seleção flutuante e pronto! =]

Agora basta escolher uma cor de fundo ou compor um =]

E para finalizar um exemplo de composição com pincéis de fundo

É isso ai, vejo vocês no nosso próximo assunto!

9 Respostas to “TOP of the ROCKS”

  1. Muito bom, Razgriz! Acho que esse foi o melhor até hoje! Ficou excelente!
    Abs.

  2. Muito bom, parabéns cara!🙂

  3. Massa d+!
    parabens!

  4. Um pouquinho de criatividade + um pouco de pesquisa + uma ferramenta opensoure + alguém dedicado = Uma obra de arte.

  5. beto penna Says:

    Simplesmente impressionante, parabéns pelo excelente trabalho!!!

  6. Putzgrila! Show!
    O que não é a criatividade, e a capacidade de trabalho!

  7. Messias Henrique Says:

    Kra, muito bom!

    Vou escrever uns artigos sobre o inkscape + gimp e mando o link pra vc!
    É legal saber que algumas pessoas se interessam por essas ferramentas e ajudam outras pessoas escrevendo artigos como esse seu. Parabéns!!!

  8. mto bom!!!
    mas…onde eu consigo estes pinceis??

    • phenonart Says:

      Ola, vc os acha aqui dentro : http://www.deviantart.com bastando digitar “gimp brushes” ou “photoshop brushes” no campo de pesquisa so site, lembrando que o gimp pode usar os pinceis feitos para o outro programa citado sem quaisquer açao adicional da sua parte =]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: